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- Parece Deus, né?! - comentou a minha tia.

Eu jamais esquecerei essa data, e, mesmo que pudesse, não me esforçaria para esquecê-la.
Há exatamente seis anos, meu peixinho Kerl, um beta, veio a falecer. Lembro até hoje de como foi um choque vê-lo boiando na água. E, em 2011, eu acompanhei a aplicação da eutanásia na Penélope.

Sim, foi um cena extremamente forte, mas eu não poderia admitir o meu receio e fraqueza me impedissem de acompanhá-la até o fim. Como diz no texto "OS DEZ MANDAMENTOS DO CÃO", eu queria que as coisas não se tornassem ainda piores para ela; a mesa de metal fria, um grupo de estranhos apertando-a, ela com medo... Eu queria que a Petu soubesse e sentisse que eu estava do lado dela, que sempre estaria... Mesmo, e principalmente, nos momentos dolorosos e mais difíceis. Porque nós não adotamos/compramos um cachorro apenas para nos proporcionar alegria e inúmeros momentos felizes e abandoná-lo no momento mais crucial da sua vida. Quem pensa assim, está muitíssimo enganado.

Cães não precisam de carros luxuosos, casas grandes ou de roupas chiques. Um cachorro não liga se você é rico ou pobre. Esperto ou não. Inteligente ou não. Dê o seu coração e ele dará o dele. De quantas pessoas podemos dizer o mesmo? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puras e especiais? Quantas pessoas nos faz sentir...extraordinários? (Marley e eu).




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