No Diário de Daniela
São Escritas tantas coisas
Tristezas que se foram
E alegrias que
Nunca se Acabam"

São Escritas tantas coisas
Tristezas que se foram
E alegrias que
Nunca se Acabam"
Querido Diário,
Desde pequena escrever foi o meu passatempo predileto. E hoje, por um acaso, encontrei o meu velho amigo Diário na gaveta do meu criado-mudo, e perdido nas minhas vagas lembranças. Sentimentos vividos, sonhados ou escondidos, mas sempre latentes diante dos olhos daqueles que me rodeavam.
Vi a minha infância, os melhores momentos que vivi pairado naquelas folhas do meu diário. O caderno com o qual eu compartilhei minhas angústias, minhas alegrias, minha paixão por animais, meus medos e segredos, minhas vitórias e derrotas; que me fortalecia diante das minhas fraquezas. Um caderno que guardava um pouco de mim, por palavras escritas ao acaso, embora de acordo com tudo o que sentia no momento em que as despejei e as transferi para aquele papel. Há páginas que me faz cair lágrimas, enquanto outras eu dou risada de como eu era boba e ingênua.
Mas abrir aquele espaço na minha memória e ler as palavras caídas numa folha de papel, relembrar todos aqueles acontecimentos que eu transmiti aos 7 à 12 anos naquelas palavras, torna triste o fato de eu os ver com os olhos mais maduros de uma garota aos 17 anos de idade. Senti um aperto no coração, por querer reviver todos aqueles momentos e saber que isto simplesmente é impossível. Acredito que me senti estranha porque é a minha maturidade que está se desenvolvendo e me faz ver a criança que eu fui um dia, e a pessoa em que estava prestes a me tornar.
Mas não me tornei.
"Era uma vez, uma garota que achava que era feliz..."
No meu Diário, descrevia a vida sobre uma tal de Daniele Diniz Mathias. Mas eu só consigo recordá-la até os 14 anos de idade.
Até a última lembrança que a minha mente conseguiu guardar, era de uma garota feliz, carinhosa, sonhadora... Mas, de repente, o mundo caiu.
Confesso que eu fui fraca demais para enfrentar a minha própria dor. Eu fugia de tudo que pudesse voltar à tona tudo aquilo que foi bom, mas que com o tempo se tornou amargo. Passei a viver pela metade, e emoções e sentimentos não estavam presentes no meu dia-dia.
Mas não me tornei.
"Era uma vez, uma garota que achava que era feliz..."
No meu Diário, descrevia a vida sobre uma tal de Daniele Diniz Mathias. Mas eu só consigo recordá-la até os 14 anos de idade.
Até a última lembrança que a minha mente conseguiu guardar, era de uma garota feliz, carinhosa, sonhadora... Mas, de repente, o mundo caiu.
Confesso que eu fui fraca demais para enfrentar a minha própria dor. Eu fugia de tudo que pudesse voltar à tona tudo aquilo que foi bom, mas que com o tempo se tornou amargo. Passei a viver pela metade, e emoções e sentimentos não estavam presentes no meu dia-dia.
A minha vida era meio que inexpressiva, digamos assim. Eu precisava representar, para demonstrar as pessoas que estavam ao meu redor que eu sinceramente estava bem, para que somente assim, eu talvez também pudesse acreditar. Talvez todo esse meu esforço até tenha funcionado. Nunca mais voltei a sofrer como sofri aquela vez. Mas eu sei que tudo isso é uma fase, ainda estou descobrindo os mistérios da adolescência, e aos poucos eu vou me recompondo. Estou revirando meus sentimentos do passado ao avesso e me livrando dos resquícios e vestígios de que um dia aquelas lembranças existiram.
"Estou me recompondo, estou me esquecendo, normalizando, fortalecendo..."
Mas, voltando ao início do texto, que referia ao meu companheiro Diário, e lendo as palavras deste blog, eu compreendi que somente os acontecimentos, os personagens, os erros de ortografia, e a minha ingenuidade foram as únicas coisas que mudaram, porque o meu passatempo por escrever, continua o mesmo, apenas com um olhar mais maduro e menos focado somente no meu mundo...
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